segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cobiça

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É do corpo
É a febre

Seu sexo
Dilacera esperas
Come-me viva

Olhares
Arranhões

Engole-me
Como ordem
Prende-me viril
As ancas úmidas

Vasculha-me o hálito
Desliza minhas brechas
Desprezas a dor

Provoco-lhe
Finjo não querer
Permito não saber
Falsa

Invade-me quente
Debruça-se
Agarra-me

Mostra-te
Debato-me
Afasto-lhe

Sugamos o tédio
Solvemos urgências

Escorrega-me serpente
Crava-me venenos

Pendemos desconhecidos
E em cada um metades

Saliva
Suor
Sêmen


Karinne Santiago.


domingo, 9 de novembro de 2014







A alma tem que estar nua
E o corpo transbordante

Um brilho naquele horizonte
Que migra conforme a fome

Pois, se há querer
Não me basto

Pulso


Karinne Santiago.

não são os poemas que nos propõem vastidão


Carinhos chegaram de todos os lados. Além mar, norte,  nordeste...todos os cantos. Carinhos como sopro ou raio de sol. Carinhos em poema. Obrigada, poeta Assis Freitas. 





tumbrl





repara que na asa do anjo há lentidão
repara que no voo há mais horizonte
repara que no movimento há impulso
repara que o olho é vitima da atenção

repara que a acidez conduz a língua
repara que o norte é sempre direção
repara que o lagarto conduz silêncio
repara que no deserto areia mingua

repara que pássaros respiram canto
repara que o desatino tem voz altiva
repara que o espanto liberta o súbito
repara que o mote incita ao arremate

assis freitas