domingo, 28 de dezembro de 2014

Crônica para muito além do Alentejo VIII




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Bate contra o próprio ser. Bate contra a areia. Bate contra o casco. Bate contra as pedras. Bate. Bate. Bate. Como espatifar o que é líquido? Como despetalar o que é líquido? Bate. Bate. Bate. No fundo essa é a condição de existir. Bate. Coração. Bate. A vida bate. A euforia bate. Assim como a dor, bate. A saudade bate. A ausência bate. Bate. Solidão. Bate. A água transborda da alma e jorra do cílio ao queixo. Essa água que afoga. Que enxugo com o pulso. Esfrego na saia. Inundando tudo e toda. 

Karinne Santiago.

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