quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Crônica para muito além do Alentejo VII

Google Imagens


E depois do alvoroço como do cardume desorientar a rota. Encosta a boca em meu ombro. Revira o rosto para o pescoço. Fecha os olhos e finge ser de verdade. Parece homem essa tempestade. Há uma santa que protege os pesqueiros. Uma mulher paciente e vaidosa. Se pudesse ela interceder e com sua fé me revestisse seria dela a peça de tecido azul. E de cochicho lhe diria que tanto ardor seria de mais valia como amor.

Karinne Santiago

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