quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Crônica para muito além do Alentejo VI

Google Imagens

Vasculho seu peito ou devo dizer diário de bordo? Cartas, coordenadas, mapas. Esta coisa que ata meu coração contra o seu assombro de pedras a receber as ondas. Essa força de idas e vindas que me amedronta e excita. Parece que afundo diante do seu corpo com uma âncora presa entre palavras bonitas e gemidos. Há um paraíso perdido. Uma terra virgem e desconhecida com figuras míticas. É este sabor de maresia que nos antecipa. A carranca afasta agouros. Vai fiel abrir águas. Como a imitar minha fragilidade ameaça tombar do alto e batiza salgada a fuça.

Karinne Santiago 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos poeticar?!