quinta-feira, 6 de novembro de 2014


Lilya Corneli












Mordo-te a boca
Como fruto novo
Maduro e carnudo
Recém colhido

Vindo de outros ventres
De um solo fértil
E longínquo

Desta umidade
Uma terra entregue
Suavemente rendida

Em sopro
Num colo farto
Tomba

Rompendo a casca
Da polpa se mostra
Puro viço.


Karinne Santiago


Um comentário:

  1. O FRUTO
    Rompendo a casca, da polpa, se mostra o viço
    que faz tombar de um colo farto, qualquer enguiço
    mordo-a na boca, como novo fruto
    maduro e carnudo, recém colhido
    e sendo por isso mesmo, mais apetecido
    se por ele esperei, por ele luto

    De um solo fértil e longínquo, o fruto nasceu
    numa terra entregue, suavemente rendida, depois cresceu
    e porque, como um sopro, de outros ventres veio
    assim se ofereceu por inteiro ao seu destino
    e foi então colhido e desejado, com desatino
    e como leite, gulosamente sorvido, de terno seio

    Joaquim Vale Cruz – 2014 – 11 – 06

    Nota - Em diálogo com Karinne Santiago, grande poetisa e amiga

    https://www.facebook.com/profile.php?id=100007717904769&fref=ts

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