domingo, 23 de novembro de 2014

Crônica para muito além do Alentejo



Ele chega e deita-me oceanos. Fala-me em língua familiar e distante. Suavemente inspira ondas. Ele tem olhos de faróis e boca de sal. Tem os passos desfeitos pelas espumas. Reserva o passado conforme porto. Cataloga estrelas do céu e compara com as marinhas. Intitula de sonhos acontecidos e por esta feita, se tornam mortais. Ele não tem horas. Ele é além do tempo. Entoa canções e confunde as de amor com ninar. Ele carrega uma saudade de algo não encontrado. Não sabe nomeá-la. Ele pisca lento contra o vento. Tem palmas alvas e macias. Confundo-as.



Karinne Santiago






Um comentário:

  1. [como palavras

    destapadas pelas ondas,
    pelo seu breve caminhar]

    um imenos abraço, Karinne

    bL

    ResponderExcluir

Vamos poeticar?!