sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Crônica para muito além do Alentejo II

Rui Serra


Ele dispara palavras como areia na ampulheta. Cada sílaba escorre para dentro de mim traçando mapas imaginários. O gosto de maresia confessa lonjuras. Absorvo pôr do sol e gaivotas. O mar ecoa nele como se o coração fosse uma pequena concha guardada no peito. Seus gestos de marinheiro apontam para minhas ilhas desertas. Finca bandeira. Crava seus dentes em meu ombro. Deixa-me seu brasão.

Karinne Santiago 

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