segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cobiça

web
















É do corpo
É a febre

Seu sexo
Dilacera esperas
Come-me viva

Olhares
Arranhões

Engole-me
Como ordem
Prende-me viril
As ancas úmidas

Vasculha-me o hálito
Desliza minhas brechas
Desprezas a dor

Provoco-lhe
Finjo não querer
Permito não saber
Falsa

Invade-me quente
Debruça-se
Agarra-me

Mostra-te
Debato-me
Afasto-lhe

Sugamos o tédio
Solvemos urgências

Escorrega-me serpente
Crava-me venenos

Pendemos desconhecidos
E em cada um metades

Saliva
Suor
Sêmen


Karinne Santiago.


3 comentários:

  1. Tanto querer,tanta vontade,tantos desejos perdendo -se em noites vazias

    ResponderExcluir
  2. Dialogando

    LUXÚRIA

    Sémen, suor saliva
    para que a possa comer viva
    sugando tédios e urgências
    dilacerando-me em tantas esperas
    de prometidas quimeras
    que irão provocando demências

    É do corpo é da febre seu sexo
    que formula movimentos sem nexo
    e em cada uma das suas metades
    desconhecidas de nós, nos pendemos
    e assim viva e gostosa a comemos
    perdidos em insanidades

    Mostra-se, debate-se, se afasta
    e dessa forma me arrasta
    me provoca e finge não querer
    e me escorrega tal qual serpente
    que me crava venenos na mente
    que de falsa não consigo entender

    Debruça-se, invade-me quente
    agarra-me e fico demente
    vasculha-me o hálito desprezando a dor
    e pelas suas brechas vou deslizando
    as quais de vermelho se vão matizando
    já se ouvindo gemidos de amor

    Como ordem a prendo viril
    e em tremores, muitos mais que mil
    as ancas húmidas se vão entregando
    engole-me em olhares e arranhões
    com seu corpo em tantas convulsões
    que nossas paixões se vão extremando

    Joaquim Vale Cruz – 2014 – 11 - 14

    ResponderExcluir
  3. LUXÚRIA

    Sémen, suor saliva
    para que a possa comer viva
    sugando tédios e urgências
    dilacerando-me em tantas esperas
    de prometidas quimeras

    que irão provocando demências
    É do corpo é da febre seu sexo
    que formula movimentos sem nexo
    e em cada uma das suas metades
    desconhecidas de nós, nos pendemos
    e assim viva e gostosa a comemos
    perdidos em insanidades

    Mostra-se, debate-se, se afasta
    e dessa forma me arrasta
    me provoca e finge não querer
    e me escorrega tal qual serpente
    que me crava venenos na mente
    que de falsa não consigo entender

    Debruça-se, invade-me quente
    agarra-me e fico demente
    vasculha-me o hálito desprezando a dor
    e pelas suas brechas vou deslizando
    as quais de vermelho se vão matizando
    já se ouvindo gemidos de amor

    Como ordem a prendo viril
    e em tremores, muitos mais que mil
    as ancas húmidas se vão entregando
    engole-me em olhares e arranhões
    com seu corpo em tantas convulsões
    que nossas paixões se vão extremando

    Joaquim Vale Cruz – 2014 – 11 - 14

    ResponderExcluir

Vamos poeticar?!