domingo, 17 de agosto de 2014

Que a terra nos vele





Sob os pés as folhas secas e seus estalidos. A morte rente ao chão.
A terra encharcada. O húmus. Decomposições e pegadas. O destino.
Findo sem despedida. Contra o rosto gélido neste descaminho. Só.

Ferida. Em breve me desmancharei. Ficarão os dentes, os cabelos.
Serei pó. Ou o diário incompleto. A alma cansada. Qualquer dialeto.
A sombra póstuma. Suspiro último. De olhos abertos ou fechados?


Karinne Santiago.

Um comentário:

Vamos poeticar?!