domingo, 1 de junho de 2014

Chegastes. E antes que pudesse resolver em qual cômodo habitaria já partia. Era esse algo incomum que não sabia dizer o nome. Seus olhos são olhos de partida. Como quem antes de comprar a passagem de ida antecipa a volta. O destino, seu moço, era a despedida.



Inventávamos poemas como cartas. Escrevíamos em verso sobre o desejo que não ousávamos confidenciar. Achávamos bonito. Convidávamos poetas ou vestíamos a fantasia destes. Melhor, convidávamos nossas fantasias a serem livres nas letras dos poetas. Era uma graça, seu moço.




Seu moço, repare. Hoje seu nome é personagem. Não enrugue a tez. Não se engasture. Não, não carece. É assim para quem lida com a escrita. Escrever é como rosário. Estou rezando por nós.



Karinne Santiago.



6 comentários:

  1. Karine, você, como sempre, nos pega na veia! Fico aqui pensando, até que ponto somos nós mesmos os nossos personagens nas entrelinhas da vida! Grande beijo!

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  2. Ludmila, se temos a capacidade de reinventarmos na vida, então creio, que os personagens são mais como fases das quais vivemos...beijo, minha mais que amada amiga...

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  3. Lianeide, saudade de você por essas bandas de cá...obrigada por me visitar. Beijos, doce amiga!!!

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  4. O blog é muito bom,parabéns!

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Vamos poeticar?!