terça-feira, 15 de abril de 2014

Para um desconhecido, com a mais espantosa surpresa.


Magritte




Dei para amar-te, desconhecido. Como se fosse no outro.
A imagem do afeto desmedido. Como se não houvesse falha, mas saudade.
Dei para amar-te, desconhecido. Sem pudores ou receios.
Deixe que falemos um do outro. Como se já não estivéssemos distantes.

Dei para amar-te, desconhecido. Como se fosse em nós.
O apego imaginado. Aquele ardor. Um apelo sussurrado, quase sem fôlego.
Dei para amar-te, desconhecido. Como uma parte roubada de mim.
Que em breve de mãos dadas. Quiçá destino. Encontremos algum nó.

Karinne Santiago

Um comentário:

Vamos poeticar?!