terça-feira, 1 de abril de 2014

Lili Roze




Debruça o corpo e o sol se põe. Dois corpos em movimento se reagrupam.
Ambos se lançam predestinados a escuridão. Lascivo é o sentimento.
Descrito nas curvas como sombra. A parede nua e o infinito. Os tons e o sempre.
Aqui condensados como espera. Partida. Alguma fuga. Borra o registro da viagem.

Corre. Pois é breve o tempo. Logo tudo mais se desfaz. Trêmulo o astro se apaga.
Assim, aos poucos a pintura inquieta também se ajeita no canto. Dormem.
Um sono finito. Tombam. Se desmancham. Há algo de mágico neste adeus.
É o repente. É o sabor da lágrima e do mar. Somos o sal. 


Karinne Santiago


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos poeticar?!