quinta-feira, 11 de abril de 2013

Saudade é poesia

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clareia nosso olhar
que o carinho é só direção

aperta minha mão
esta é nossa seta

Karinne Santiago











Para Adroaldo Bauer

domingo, 7 de abril de 2013

Desengasgando o ontem

Sempre tramaram em plenos silêncios
o menu dos desconfortos

todos sentados à mesa
enchendo o bucho de farsas

depois de bem alimentados
a sesta
 em apatia vulgar

entre os dentes
restos de hipocrisia

sequer arrotam desculpas
de quando crescer sara, minha filha...


Karinne Santiago



ainda sobre ontem

invadiram-me com placas de vende-se
retalharam meu corpo
como peça de açougue
cobraram-me

o custo do afeto
não é monetário


Karinne Santiago




Quero esquecer o ontem

Disseram-me
(com tamanha violência)
que poesia é coisa ridícula

e
chorei

doeu nos dedos
no coração
na alma

passei o dia
com ecos
desta fala
e
com os olhos da agressão
me sorrindo perversidades

e
mais chorei

entendi que a brutalidade dos homens
se alimenta de mesquinharias

Karinne Santiago