domingo, 29 de setembro de 2013

Bordello
I

minha sede
predestinada aos seus lábios

fazia do meu corpo
um rio de águas densas

da margem ouviam-se nossos nomes
romperem contra correnteza

II

transbordávamos
éramos nossas próprias nascentes

acobertados por luas
entre vazantes e enchentes

III

desaguávamos rebatizando-nos
rompíamos salinidades

em redemoinho verte-se o ventre
náufragos.

Karinne Santiago.

2 comentários:

  1. Transbordando lirismo e belezas...

    Beijo, beijo

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  2. Daniela Delias, sinto-me honrada com sua visita. Obrigada, poeta!!!

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Vamos poeticar?!