quarta-feira, 28 de agosto de 2013

quando não dito ou mal dito...

Dei-me todas as flores (antes mesmo que chegue a primavera) Irei compor um buquê especial de lágrimas E olhar de perto cada pétala se desprender
Dei-me aquelas com espinhos Que brotos não existirão além das lanças Prontas para fisgar mais um pedaço meu
Dei-me entre várias o rubro tal sangue A plasticidade da dor ou tudo que se esvai É tão sua... e tão minha esta culpa e vazio
Dei-me os olhos da cegueira O oblíquo contexto de ter por ter De ser por ser, de ter e ser ou partir...
Dei-me a queda e o desabrigo da imensidão Sentir a ruptura da fibra entristecendo solidões Secando diante do jogo desvairado da carência

Karinne Santiago

Ryan Pickart

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos poeticar?!