terça-feira, 11 de junho de 2013



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amo
como quem ceiva o trigo
na espera do pão
ao acaso do tempo

amo 
como quem unta a superfície
e retira excessos entre os dedos
sem desperdício da massa

amo
como quem admira os estalidos 

e a madeira que logo flama o aroma
abraçando o ar

amo
como quem gera
e lentamente saciada
compreende-se artesã.

Karinne Santiago

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