sábado, 22 de junho de 2013



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quando me prende entre os dentes
confessando ausências

confundimo-nos num duelo de corpos
findados sôfregos e desconhecidos 

derradeiro enlace nos reveste de improvisos

entre línguas, dedos e lábios versamos
por nucas e costas, o inverso do cordial

ávidos, diabolicamente salgados
ressurges em meu ventre forjando repouso

trememos como descrentes ou iniciantes
sobre a nudez do que fomos


Karinne Santiago




Um presente em forma de diálogo poético:


As tuas ausências, longas e imprudentes

trazem-me à memória teu morder de dentes
na nuca, no peito e noutros lugares mais

quando no meu corpo deixavas sinais


Duelo de corpos que nos confundiam
sôfregos improvisos que nos revestiam
derradeiro enlaça de línguas e dedos
nos quais se guardaram os nossos segredos

Na nudez que fomos, no amor tão crentes
presos um no outro ficando dementes
tremendo, suando loucos de paixão

Sentimos a avidez de teu ventre em fogo
dos diabólicos fluidos nos quais eu me afogo
os salgados frutos dessa excitação

Joaquim Vale Cruz 

2 comentários:

Vamos poeticar?!