segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ensaios de Marés




fomos da lua
o transbordamento das marés

desabitávamos
entre enchentes e secas
como línguas nuas
por sobre o tempo

forjávamos distâncias
para em arrebentações
sermos alegrias salgadas
findando anáguas na areia

dávamos as mãos com almas abertas
o linear traço dos nossos braços
ensaiava no horizonte, o infinito.


Karinne Santiago



Adroaldo Bauer

2 comentários:

  1. Um poema assim dedicado,
    lindo, delicadado, ousa
    e rompe silêncios meditados.
    Diz inspirada a musa
    da profunda imensidão
    do amor sonhado e achado:
    roça à pele, afaga o coração.

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  2. Aldo, tantas distâncias foram sendo impostas e de nada valeram... lá do alto já testamos precipícios e rimos da altitude... no chão, fôlego e alimento.

    tantos e outros beijos...



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Vamos poeticar?!