domingo, 17 de fevereiro de 2013


Malcom T. Liepke



suave melancolia
com olhos noturnos
me espreita pela fresta

o teto branco
tela de planos
por vezes gira

respiro como quem traga
solvendo a alma das coisas
que leve me invadem

sou a casa
os passos, as conversas
o som da criança brincando

a chaleira estridente
o vapor do café
a toalha da mesa

os costumes
herdados à revelia
ditam o sobrenome

sou o tanto de todos
o resto dos outros
e todas as faltas




Karinne Santiago.

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