quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Da ausência fiz morada


Como se fosse vão te amar e por isso perfeito.
Amar o perecível, o nada, o pó, é sempre despedir-se.
E não é Ele, o Fazedor, o Artífice, o Cego
O Seguidor disso sem nome? ISSO...

O amor e sua fome

Hilda Hilst*.


Edgar Degas



Nua. Se sobre ausências me refiro
A fragilidade do corpo diante da falta
Contesto o apreço da solidão que me configura
A respiração oscila em ritmo coordenado
Apontando despedidas e chegadas

Espera. O tempo não desmente
Mas vacila distâncias ao cair dos dias
De palavras habito os vazios. Poesia!
Tendo sua voz como prece. Nossos risos, divindades.

Karinne Santiago




em CANTARES DO SEM-NOME E DE PARTIDAS*.

2 comentários:

Vamos poeticar?!