sábado, 12 de janeiro de 2013

Palavra: Gênese, eco, silêncio

Parte II: Palavra: Eco







PALAVRA

Nota:

Apesar da definição supra, não existe uma designação técnica suficientemente precisa para "palavra", já que nem sempre é possível delimitá-la (Fonte: Wikipédia).





O eco não é somente a repetição. Para ser eco é preciso ter muito mais que identidade. Há um certo direcionamento. Uma construção estratégica de existir. Numa falha, o eco se torna, o eco “é”, daí volta-se para a Gênese ou por excesso de zelo ou medo, torna-se Silêncio. A palavra no eco é propagação. A palavra se estende. É uma longa exclamação e não reticência. E isso não é uma construção metafórica do que estar por vir. É um demasiado existir, pois também não se camufla. A palavra ressoa como eco mesmo que não a pronunciemos e deixa suas impressões através do indeterminado fim.



Karinne Santiago



Foto: Emmanuelle Brisson

2 comentários:

  1. Curioso isso é.
    Talvez a tal a sincronicidade seja.
    E tudo palavra em português, veja:
    estava há pouco a ler,
    o que parece o retorno imperfeito (o eco),
    pois de tudo na vida, nos revelou Withman,
    sempre há perfeito retorno.
    Em Mia Couto, em O Outro pé da sereia (2006),
    lê-se à pags. 13 e 14:
    "A melhor maneira de fugir é ficar parado...
    É a fuga da presa que engrandece o caçador.
    O ficar imóvel é o mais astuto modo de enfrentar o predador:
    deixar de ter dimensão, converter-se em areia no deserto.
    Desaparecer para fazer o outro se extinguir.
    A melhor maneira de mentir é ficar calado...
    O silêncio não é ausência da fala,
    é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra...
    Ele era invisual".
    Beijo, e seguimos, Pretinha.

    ResponderExcluir
  2. Putz, que rico!!!! Obrigada por isso...a série segue mais feliz e reflexiva.

    Beijos, Aldo!!!!

    ResponderExcluir

Vamos poeticar?!