sábado, 12 de janeiro de 2013

Palavra: gênese, eco e silêncio


Parte II: Eco









PALAVRA

Nota:

Apesar da definição supra, não existe uma designação técnica suficientemente precisa para "palavra", já que nem sempre é possível delimitá-la (Fonte: Wikipédia).




É no eco que a palavra anda de mãos dadas com o significado, mesmo quando este não se demonstra gentil. No eco, a palavra levita. Assume a estranheza de adquirir certa plasticidade e se molda até onde não lhe cabe. A palavra assume uma ressignificação conforme as lembranças que eclodem durante sua permanência e ausência. A palavra tem rastro e nos acompanha.


Karinne Santiago



Foto: Emmanuelle Brisson

4 comentários:

  1. Imperfeito Retorno

    Em sociedade
    Relações de produção
    Determinam relações sociais

    Em sociedade, tudo se sabe
    Da Cultura, da Ciência e das Artes
    Das transas e das reproduções

    Política disfarça e conforma
    Como religião que molda e transforma
    Do púlpito ao Éter
    Profana o sagrado
    Amassa em massa
    Para além das classes em luta
    Para além do luto e de Meca
    Bomba e foguete por um deus
    Petróleo a mil pelo barril
    É tudo antigo antes que velho
    É tudo desabotoado, desabotinado, desbotado, desmanchado
    E, no entanto, exato
    Porque esteve no ar, insuficiente, insubsistente
    Vivendo a não morrer
    Sem dúvida que há dúvida!
    Quem duvida da vida:
    É ter na mente
    A criação
    E muita fé no coração
    Contra as penas e
    a eterna danação.
    Hesito.
    Certo.
    Paixão trocada por razão
    Nos traz de volta ao recomeço
    Meço de novo
    Medito
    Me digo:
    Nem mais, nem menos
    Que o retorno imperfeito!

    (de Adroaldo Bauer, 10 de agosto de 2006)

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  2. Aldo, já deve ter notado que estive em seu blog e volto a dizer que adorei a nova formatação. Ficou pós pós pós modernoso...risos...lindo mesmo!!! E é sempre bom tê-lo por perto. Beijos e beijos!!!

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  3. eu sei, querido...e só posso agradecer por tudo que fez e faz...

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Vamos poeticar?!