sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Palavra: Gênese, eco e silêncio


Parte I: Palavra: Gênese





PALAVRA

Nota:

Apesar da definição supra, não existe uma designação técnica suficientemente precisa para "palavra", já que nem sempre é possível delimitá-la (Fonte: Wikipédia).




A palavra dá ao poema um corpo do qual o poeta é alma. As mãos invisíveis do poeta trabalham a palavra com o mesmo labor de artesão. Muitas vezes, o ímpeto da palavra não esmorece diante da delicadeza de antepor verso sobre verso e o poema anuncia o sentimento com a intensidade original, sendo assim catártico o ato de escrever. Um quase prelúdio de morte. Em outros, a palavra se esconde. Finge-se da própria morte. Angustia o poeta, a ponto de fazê-lo compreender como rendido e enquanto a palavra emudece, trama por si uma série de significados. A palavra é a renda que prende os significados e significantes e o poema por assim ser fruto, molda contornos para diversos olhares.



Karinne Santiago


Foto: Web

4 comentários:

  1. A palavra não é poema. Nem corpo nem é alma. O que lhe empresta o poeta, é invisível trabalho e sentimento único. Lapidado ou bruto, o verso converte sentimento em poesia. um outro prenuncia. Escrever é por vezes muitas viver. Outras, é fingir, fugir da inevitável sorte. A palavra só revela o que é. Seca, dura, jazendo inerte. Lhe dá vidao sentido que desdevela. Grita ou sussura. Congela ou arde. Pende a palavra no poema mais de quem lhe percebe sentidos do que do poeta a ter escrito -sofredor ou fingidor. Assim é que percebo amor, se vejo desvelado zelo numa flor no cabelo.

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  2. Aldo, que bom que esteja acompanhando a série. Ela tem sido escrita com muito carinho. Bom este conVersar. Por favor, venha sempre e me ofereça sua percepção...compartilhe comigo a sua poesia que tanto amo...

    Beijos de saudade!!

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Vamos poeticar?!