quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Palavra: gênese, eco e silêncio



Parte I: Palavra: Gênese






PALAVRA

Nota:

Apesar da definição supra, não existe uma designação técnica suficientemente precisa para "palavra", já que nem sempre é possível delimitá-la (Fonte: Wikipédia).





A palavra brinca com o poeta de esvaziamento. Mira no centro e reverte o coração ou o pulmão na resma em branco. Quando coração, o poema pulsa numa audácia marginal. Vívido órgão. Um transplante de mazelas e amor, pretéritos e chegadas. Um enxerto de alma. Quando pulmão, sufoca ou revigora. A palavra inspira e exala o lirismo tanto quanto o verso se alonga na estrofe. A palavra devora e depois de escrita subverte o olhar do poeta como num primeiro amor e rima cadenciando o gozo letra por letra. A palavra extasia o poeta por segundos e depois como animal voraz demonstra-se pura pulsão. A palavra é um deslocamento de sentido. Um desejo confundido por espanto e de tão aturdido o poeta jura fidelidade ao que os poucos lhe condena.


Karinne Santiago


Foto: Web

4 comentários:

  1. fato é que a palavra, imperfeita, veste mal a crueza do real. fato é, também, que a palavra já escrita, se liberta a alma, ganha ela mesma alma outra e anima, vez uma, ou desanima mesmo se rima. escrita, enfim ganha o mundo, mesmo que por ela se percam vidas, mormente as mais proibidas... paradoxo de amor e dor.

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  2. Palavra, assim lavrada, nua e crua. Que lindo roçar a língua de Camões e a tua pela dourada.

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  3. Querido Adroaldo, sei que seu comentário provocará inquietações durante todo meu dia...risos... e isso é muito bom quando estamos produzindo.

    Beijos...longos!

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Vamos poeticar?!