quinta-feira, 3 de janeiro de 2013




o amor enfada
se alonga no chão
como sombra estática

debaixo dos meus pés
restos de mim e a sujeira nas solas
empoeirada mesmice

vejo ao longe
tantos passantes
certa displicência
elegante correria

e eu?!
parada
escaldada
em pleno sol ao meio dia


a brisa assovia
em meus ouvidos
(ecos)
qual a charada?!

penso nessa gente
e me aborreço
tão convincente

afeto treinado escrito esboço
no cartão barato do posto
só queria a combustão

implodir
voar em pedaços
me espalhar na calçada

um vestígio humano
o corpo desenhado à giz
feito sombra do nada (...)

Karinne Santiago.

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