quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Derradeiro Golpe





Roubaram tudo
Golpes diferidos
Mãos hábeis
Nada restou
Sou corpo vazio
Ando de lá para cá  
Sem vida
Dor pulsante
Dilacerante corte

 Arma cega era o truque
Tornar mais lento a fenda
Ao ranger os dentes 
Findaram cicatrizes
De profundas quase identidades
Destes dias tristes

Foi astuto
Sabia os pontos
Estudou a presa 
Abatida e encolhida
Reza prantos num canto
 E jura a dor mais imprevista
A traição dos sentidos
Amarga a tez
De fino trato
Do algoz o relato

Era propício
Antes ao seu favor
 Propagar belas cantigas
Palavras singelas
Organizadas em falsete
Que do seu próprio interesse
Reviste a pena desta doente
 E deixe à míngua
Morrer descrente 

Karinne Santiago

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



DOIS
INFINITO
IN
VINTE E NOVE
TRINTA
TRINTA E UM
PRIMEIRO
DOIS
UM
DOIS
LADOS
FINITO

FIM
Karinne Santiago