segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Saquinho de Confetes




Disse-me risonha com um olá cândido e festivo
Pousando ao meu lado sorriso expressivo
Trago uma bolsinha com segredos coloridos
E ela suspirou diante do meu olhar interrogativo
E me pediu baixinho não deixe ir embora o menino
Na vida, moço, não há garantia, é o desafio.

Quando triste, não descanso, fico como passarinho aprendiz
Conto luas e estrelas, vaga-lumes até que chegam os querubins
E não vacilo com o pranto ponho-me logo feliz
Pois o mundo é muito maior do que eu sempre quis
Veja moço o que trago em veludo bem aqui
Coisa pouca pode pensar, travessuras infantis.

Tenho aqui, um montinho, papel colorido em furtacor
Dizem de todo sentimento segredo a transpor
Conjugação de sonhos, enfeites a nos impor
Um passeio repentino dilacera antiga dor
Mire o céu num acordo e os arremesse sem pudor
Solte no vento esperança e peça com fervor.

Mão em concha e um punhadinho
Antes de tudo em silêncio concentre um sonho miudinho
Feche os olhos, faça o teste, é bastante ligeirinho
Com o sonho em sua palma pairando num cantinho
Diga aos céus como numa prece e usando todo carinho
Seja feito ave que arde no clarão do sol este papelzinho
Vai buscar o sonho antes que seja tarde para este coraçãozinho.

Karinne Santiago