segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mote, poema a 4 mãos




Julguei divindade
os lábios do desejo
incontidos segredos

do amor
um deus adormecido
como saboroso unguento

encontro inervado
no encanto
distraímos-nos

afrontamos
fomos também deuses
(nossos próprios)
em devoção dupla

redoma poética
êxtase de versos
línguas em festa

rimas, esferas
repartimos-nos
devoramos-nos

fomos a palavra descalça
livre de riscos,
fomos nossos outros
além do osso, da carne
a libido em seresta,
os donos do tempo

o homem dos lances,
a seta do dia

na rua, dos sentimentos
nus

Poema escrito por Karinne Santiago Carmen Silvia Presotto entre leituras e comentários… conVersares!!


Foto:Paul Von Borax

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