sábado, 27 de outubro de 2012

toda relutância é fruto da saudade








preciso de silêncio
implorei ao coração:
_ cala-te, não bata!
abstenha-me da dor
mesmo incompleto
pois assim é minha alma
na ausência depositada nos versos

não tenho a segurança do lírico
nenhum artifício que console
todos os dias me posto a dizer
em páginas brancas o seu nome

(apesar de não escrever em absoluto)


Karinne Santiago

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