quinta-feira, 11 de outubro de 2012

saudade de alívio






Havia uma saudade que se intensificava, principalmente, em minha boca. Como uma secura da mucosa que por horas anseia divergir do deserto. Não era uma saudade feliz. Daquelas que ao sentir podemos fechar os olhos e sorrir. Parecia mais, uma saudade de alívio. Estranho pensar assim. Pois muitas vezes, a saudade é compreendida de outras maneiras, menos como alívio. Talvez, seja simplesmente pelo motivo que ao tentar pesar todos os fatos ocorridos a balança por incrível que pareça não se mexia. Não tinha para onde pender. Ficava apenas aquela coisa grudando nos caninos. Repuxando a bochecha. Fazendo mil bocas e a vontade absurda por um drops.

Karinne Santiago

2 comentários:

Vamos poeticar?!