quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DIÁRIO EM DEVANEIO NOTURNO (parte III)




Sua língua confessa obscenidades em meus mamilos. Enrijecendo segredos em alvos levianos e róseos. Sôfregas pausas testemunham a volúpia na pele. Ouriçando contornos e desvendando crescentes gomos ao calor da saliva. As mãos unem os dois continentes forçando suas extremidades uma contra a outra. Abocanhando selvagem os montes como a querer reverter para si os sussurros já denunciados. E os abandonam em seguida para admirá-los como troféus. Ri das marcas da gula. E despe a boca de novos repentes instigando injúrias de não acusá-lo de insano, apesar dela se encher de uma meretriz fantasia da carne. Abruptos e inocentes a delegar prazer com a vivacidade da descoberta. Desnorteados entre aromas de um cio romanceado. Novas rotas exploradas apontam para o centro destes ardores. E desliza macio acompanhando os contornos de formas amadurecidas. Solvem o tempo. Respirando um ao outro, além do arrepio. Desnudam pudores até que as mãos voltam a se encher da parte mais feminina do coração. Em ensaios e reminiscências quase infantis por tanto desejar em oralidade a dupla amante.





Foto: Google Imagens.

6 comentários:

  1. Sinto teus mamilos na minha boca
    queimam os meus lábios...

    Beijos,
    AL

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  2. Muito bom! Vim conferir a série. bjussss

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  3. Joice, na realidade, estes textos são fragmentos...há muito mais...Espero que tenha gostado.

    Beijos!!

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Vamos poeticar?!