domingo, 9 de setembro de 2012



Não me valem as lágrimas. Este pranto de antes. Não mereço nenhum despertar de desconsolo. Aos meus olhos solitários ou equivocados (como queira). Não devem cerrar a culpa das águas. Deste assombro inunda-me o espanto de achar-me tola. Digo da fonte sedenta (e desta mesma fonte) que te banhas, conheço o berço. Nascente da qual me farto. Não envergo o mastro. Redentor do remo. Inventiva onda imaginária. Amorteço em meu próprio cais, as trovas dos bardos. Não, não me alimento mais em dúvidas. Pronuncio em defesa de mim, numa capitania vertente. Alavanco minhas rotas. Não nado à toa. Longe da terra, independente, tenho o fôlego da certeza que injúrias não cometi. Leio, leio bem os mapas. E não vacilo. Antes a minha sina, mesmo que pequena. Que naufragar em violentas marés. Isso não volto! Aos versos cantarolo muito mais os meus tesouros... 

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