domingo, 9 de setembro de 2012

SÉRIE: A PALAVRA QUE ME CONSOME


II


a poesia:

reconheço
a alma do poeta
meu desejo
não apetece
enclausurada
solidão
cravado
em seu ofício
o grito anotado
documenta
o risco


o poeta:

quando
me toma
ditando
estrofes
inquieta-me
entre a musa
e o verso preciso
por vezes
depois de escrito
já não se satisfaz
e recomeça
procura lamúrias
a beleza do lirismo
as mazelas
revirando-me
ao avesso
em pelo
pele
e dúvida


a poesia:

sou teu berço
não percebes?
delimito o seu ir
não deixo ruir
a altivez das letras
lhe insere memórias
nada em vão,
presumo...
e o queixume
malogro
não desconfia
que quando
lhe verso
ofereço vida (?)



Karinne Santiago

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