terça-feira, 11 de setembro de 2012





A palavra pousou em minha boca como quem abandona o ninho sem planos. E lentamente seus significados foram sendo solvidos (ou servidos), dando-me paladares distintos. Já havia ouvido dizer que os aromas resplandecem lembranças, mas jamais cogitei que as palavras pudessem se confundir como poemas no céu da boca. Pela primeira vez, engolir calada não foi algo difícil, pois de olhos fechados degustei mil versos. E salivando quase deixei escorrer resquícios dos meus sentimentos pelos cantos da alma.





Foto: Karin Szekessy

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vamos poeticar?!