segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Para onde correram meus anzóis?


sobre saudade quis falar
vendo ao longe o barco
se fundir ao mar
emancipando suas velas
diante do sol e azuis

sempre a mesma cena
um barco, o mar
as velas, o sol
e meu coração
a navegar
no cais


se soubesse
escreveria poemas
de amor
em outros tempos
caberia amar
e escrever
omo os poetas
meu sentir
também seria
letras
(de dor).


escreveria de ser
enamorada do sol
naquele barco
cortando as ondas
vento no rosto
velas a toda
os raios soprando
amarelos


ou seria
destemido marinheiro
sem cartas ou plantas
levando consigo
o último beijo
da amada
julgando ser capaz
encontrar maior
tesouro


isto seria
se fosse poeta (...)
mas nasci assim
na condição de porto.


Karinne Santiago

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