segunda-feira, 9 de julho de 2012

Qual nome?!


Tenho a solidão do linho amarrotado
Daquela agenda do ano esquecido
Jazigo das páginas arrancadas
O vazio do borrão das linhas
O tempo infindo do pêndulo

Tenho o riso da boca seca
Mucosa que prende ao vento
Arranha o esmalte amarelado
O café requentado preenche
O esquecimento do nome

-Qual nome?

Ando torto sinto a pedra
Faço barulho esquisito
Pinto o cimento
Laço o solo
Num traço

Cruzo a rua deserta
Semelhante a minha sala
Sozinha
Suja
Fria

A solidão me faz companhia...


Karinne Santiago





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