sexta-feira, 20 de abril de 2012

Rodopiando Aromas





Elevo linho até dourados pelos
Liberto do tecido coxas ao sol
A bainha da saia roça a libido
Quero olhares antes dispersos
Retidos em carne alva e tensa
Inquietante saliva do lobo

Debruço maçãs não contra vontade
Agarro-as com mãos descrentes pudores
Rio do convite rosa inesperado e fugidio
Prendo entre os dedos bico suculento
Endurece quase perfurar finas tramas
Encubro faceta menina a mordiscar
Açoite convincente do poema

Saia arqueada num balé improvisado
Pontas dos pés alongam seu desejo
Rodopio bailarina em fantasia
Secreto deleite e maturo enfeite
Orvalhando ventre com cheiros de cio
Desse jogo mostro-lhe em ancas
Úmidas impressões matutinas

Karinne Santiago