domingo, 15 de agosto de 2010

Em Metamorfose

Será que a gente se reinventa, independente de qualquer evento na vida? Gosto dessa idéia de futuras Karinne na velha e única Karinne...e olhe, que muitos amigos me dizem, até com uma determinada frequência, que sou aversa a coisas novas...estranho ouvir isso, mas acho que deixo transparecer assim porque fico a degustar situações. Fico remoendo, remoendo...não sou de empolgações festivas sem causas convincentes...preciso achar algo que nem é lógica nem nada...é aquele "tic" da lâmpada...Tem dias que a vida é como um grito aos meus ouvidos. Um som estridente de tudo que há em mim e do mundo que me cerca. Entretanto, eu ainda não evolui o suficiente para não revidar o grito aos ouvidos e perco tanto por isso, que nem consigo me acreditar gente. Ontem, me peguei fazendo lentamente uma lista de coisas que gosto e que há muito tempo não dava uma xeretada. Escutei músicas do Sr. Chico(nossa, me caso com este homem a cada melodia), procurei por fotos, guardei colares, reli carinhos, enfim, tentei organizar a casa...e fiz de uma maneira tão serena que quase duvidei que fosse eu. Corri no espelho e era exatamente, esta mesma cara que me serve de cartão de visita todo santo dia...nada fugia do cotidiano, apenas um pensamento solitário de que nada acabou...não posso esquecer que a vida é cheia de momentos...meus, seus, alheios ao relógio. Não sei ainda se favorável ao coração ou ao calendário, mas me percebi reinventada em possibilidades felizes e uma estranha calma...não sei se estas palavras podem confortar ou não alguém, mas elas são expressões verdadeiras de tudo em que agora posso reinventar.

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Vamos poeticar?!